O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça revelou que o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) teve o sigilo das contas bancárias, telefônica, além do fiscal quebrados, no âmbito das investigações do caso Master. Segundo Mendonça, a autorização que estão relacionadas a Operação Compliance Zero.
A informação consta da manifestação apresentada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin após as acusações proferidas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre sua atuação na condução das investigações do caso Master e da Operação Sem Desconto.
Mendonça contestou um relatório de inteligência da Policia Federal que sugeriu que ele teria adotado critérios diferentes ao analisar investigados campos políticos distintos. Segundo ele, as decisões foram postas em sigilo para não comprometer a investigações em andamento e, dessa forma, comprometer uma eventual nova fase da investigação.
No documento apresentado por Mendonça ele usa como exemplo o caso de ACM Neto e do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Seja por qual motivo for, escolheu-se comparar a situação de Antônio Carlos Magalhães Neto (investigado na Operação Compliance Zero), com a situação de Fábio Luís Lula da Silva (investigado na Operação Sem Desconto)”, declarou o ministro em um trecho do documento.
Mendonça contesta essa avaliação e afirma que os dois investigados foram submetidos às mesmas medidas. Conforme a manifestação, Lulinha teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por decisões proferidas nas Petições 15.068/DF e 15.071/DF. No caso de ACM Neto, foram quebrados os sigilos bancário, fiscal e telefônico.

