O empresariado brasileiro deve estar preparado para diferentes cenários diante das eleições de 2026, afirmou Isabela Suarez, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), durante o evento “Diálogos que Transformam”, promovido pela instituição nesta segunda-feira (21). Segundo Isabela, embora o setor não tenha controle sobre o resultado das urnas, a expectativa do setor é de que o próximo governo adote uma agenda capaz de estimular a atividade empresarial e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.
“Empresariado historicamente sempre está preparado para qualquer resultado”, afirmou Isabela Suarez. Ainda de acordo com ela, a expectativa é que o vencedor da disputa eleitoral incorpore pautas consideradas relevantes pelo setor produtivo.
Para a presidente da ACB, empresas consolidadas e estruturadas desempenham papel importante na sociedade, especialmente na geração de empregos e no desenvolvimento econômico. Nesse contexto, defendeu a realização de debates qualificados para analisar o comportamento dos eleitores e os movimentos da sociedade.
A participação de especialistas, como o cientista político Antônio Lavareda, foi destacada como importante para ajudar o setor empresarial a interpretar as tendências do cenário eleitoral.
Isabela ressaltou ainda a capacidade de adaptação dos empresários diante das incertezas. “O empresário por si só é resiliente, principalmente o empresário que decide empreender no Brasil. Então a gente não tem muitas escolhas, a gente tem que estar sempre preparado”, afirmou.
Preocupação com recessão e ajuste fiscal
O setor empresarial demonstra uma certa preocupação com as perspectivas econômicas do país. Entre os principais receios citados estão a possibilidade de recessão e a falta de definição em relação ao ajuste fiscal.
De acordo com Isabela, pautas defendidas pelo empresariado ainda não avançaram como esperado. Entre elas estão o aumento do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), do Simples Nacional, de uma reforma tributária, além do ajuste fiscal.
Crise no Judiciário
Questionada sobre o envolvimento do empresariado em discussões relacionadas à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), Isabela Suarez afirmou que os processos em andamento devem seguir os canais institucionais.
“Em relação a esse assunto, eu deixo que o Judiciário resolva, porque, afinal de contas, os processos estão acontecendo e cabe ao Judiciário imputar ou não uma espécie de culpabilidade”, declarou.
Ainda na avaliação dela, o Brasil atravessa uma crise institucional que exige uma resposta rápida. Isabela defendeu um processo de fortalecimento das instituições democráticas como forma de recuperar a estabilidade institucional do país.
“A gente precisa cada vez mais, de forma mais rápida, fazer um resgate da qualidade institucional do Brasil”, afirmou.

