O candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), entrou na mira da Polícia Federal (PF) que investiga a sua possível participação em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, segundo divulgado pela CNN Brasil. A apuração integra a Operação Overclean e envolve contratos superiores a R$ 80 milhões, com suspeitas de direcionamento de licitações entre 2024 e 2025.
Os investigadores também apuram se Neto participou da indicação de Bruno Barral, que foi secretário de Educação durante sua gestão em Salvador e posteriormente ocupou o mesmo cargo em Belo Horizonte. A décima fase da operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.
Em nota, a assessoria de ACM Neto negou envolvimento nos fatos e classificou as informações como “factoides e insinuações mentirosas e falsas”. Segundo o candidato, a Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, desde então, não houve apontamento de conduta que o relacionasse a atos ilícitos.
“A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa”, afirmou.
Confira o material na íntegra:
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.
Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.
A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.
Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”

