O ex-prefeito de Salvador e andidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou, nesta quarta-feira (16), que pretende ampliar a participação de lideranças do interior na estrutura de uma eventual gestão e colocar as demandas dos 417 municípios entre as prioridades do governo. A declaração ocorreu durante sabatina na Rádio Sociedade, em Salvador, na qual o candidato também detalhou propostas para a agricultura e explicou o papel que pretende dar ao vice da chapa, Zé Cocá (PP).
Neto afirmou que a escolha do prefeito de Jequié para compor a chapa não levou em conta apenas sua representatividade política no interior. Segundo o candidato, a experiência administrativa e a relação de Zé Cocá com o setor rural também pesaram na definição.
Ao falar sobre a função do vice em um eventual governo, Neto afirmou que Zé Cocá terá participação direta na administração estadual e descartou que ele tenha uma atuação apenas institucional.
“Zé Cocá vai ter um papel decisivo no meu governo, vai ter um papel de destaque. Não vai ser um vice decorativo. Zé Cocá vai trabalhar na minha equipe e vai ter relevância para a Bahia, até porque eu quero gente do interior me ajudando a comandar o Estado”, declarou.
Durante a sabatina, o candidato afirmou que pretende montar uma equipe que combine formação técnica e conhecimento das diferentes realidades existentes no estado. A proposta, segundo Neto, é incorporar à administração pessoas com experiência profissional e familiaridade com as demandas dos municípios fora da capital.
“Quero fazer um governo com lideranças importantes do interior presentes, claro, do ponto de vista técnico, da qualificação profissional, mas que tenham esse olhar de toda a Bahia, que enxerguem cada um dos 417 municípios do nosso estado e, sobretudo, que tenham o conhecimento do interior, porque o interior tem que ser uma prioridade das ações do próximo governo”, disse.
A participação de Zé Cocá nesse projeto foi associada por Neto justamente à intenção de aproximar a administração estadual das demandas do interior. O prefeito de Jequié também possui atuação política ligada à região e experiência na gestão municipal.
A agricultura foi outro tema abordado por Neto durante a entrevista. O candidato afirmou que pretende reorganizar a estrutura estadual responsável pelo atendimento aos produtores rurais, com prioridade para a assistência técnica aos pequenos agricultores e para a agricultura familiar.
Neto também criticou o modelo adotado após a extinção da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), medida tomada durante a gestão do então governador Rui Costa, período em que Jerônimo Rodrigues ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Rural.
Como proposta, o candidato defendeu uma reestruturação da Secretaria da Agricultura e a retomada de uma política de extensão rural.
“Vamos redesenhar e fortalecer a Secretaria de Agricultura, não haverá ocupação política da Secretaria de Agricultura e a prioridade nossa vai ser organizar o órgão que vai cuidar do apoio técnico ao pequeno produtor. Vamos voltar a fazer política de extensão rural na Bahia”, afirmou.
Segundo Neto, a assistência técnica deve funcionar como instrumento de apoio às famílias que dependem da produção rural, especialmente em regiões onde a atividade agrícola enfrenta limitações relacionadas ao acesso à água.
Entre as medidas citadas pelo candidato também estão a retomada de programas direcionados ao semiárido baiano, como o Cabra Forte, e a ampliação das ações de acesso à água. Neto afirmou que pretende direcionar investimentos tanto para o abastecimento destinado ao consumo humano quanto para a produção agrícola, considerando a dependência de parte das famílias em relação à atividade rural.
“Vamos levar água para as regiões de seca em nosso estado, água para o consumo humano, água para a produção, porque muita gente vive da terra, mas precisa ter água”, declarou.
O candidato afirmou ainda que o fortalecimento da agricultura estará entre as prioridades de sua eventual gestão, com atenção específica aos pequenos produtores e às famílias que vivem da atividade no campo.
“Está dentro do nosso campo de prioridades reforçar o trabalho da agricultura, principalmente comprometido com o pequeno agricultor, com quem vive da agricultura familiar, com quem está na zona rural do nosso estado”, disse.

