O deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, classificou como “desesperada” e “descolada da realidade” a nota divulgada pelo líder do governo, deputado Rosemberg Pinto (PT), sobre supostas ligações entre ACM Neto (União Brasil) e o grupo de Daniel Vorcaro.
Para o parlamentar, o petista “parece viver em um mundo paralelo” ao tentar transformar prestação de serviços de consultoria em escândalo, enquanto se cala sobre a real extensão da relação do Banco Master com os governos petistas, tanto na esfera estadual quanto na federal.
“É no mínimo curioso que o líder do governo se apresse em atirar pedras sem antes explicar por que o Banco Master aparece tão próximo de contratos, aplicações e negócios ligados a gestões do PT, aqui na Bahia e em Brasília. Toda a sociedade já sabe que um umbigo do banco Master está enterrado na Bahia, onde se iniciou a farra do consignado, e os desdobramentos são diversos e em várias direções. Rosemberg quer construir uma cortina de fumaça para não falar do que realmente interessa à população”, afirmou Tiago Correia.
Segundo o parlamentar, a ofensiva do governo é reflexo direto do nervosismo diante dos números que vêm circulando internamente. “As pesquisas que o próprio governo já viu mostram o crescimento consistente da frente ampla liderada por ACM Neto, que caminha para vencer as eleições no ano que vem na Bahia. Quando não se tem resposta nas urnas nem na gestão, resta a estratégia de tentar sujar o adversário”, pontuou.
Correia ainda frisou que a oposição “não tem medo de transparência” e cobrou postura semelhante do governo. “Se o líder do governo quer investigação, que comece por dentro de casa. Queremos saber, com nomes e números, qual foi o envolvimento do Banco Master com contratos, fundos e operações financeiras ligadas ao PT nos governos estadual e federal. A sociedade baiana merece essa resposta, não notas desesperadas para desviar o foco”, declarou.

