O ex-ministro e candidato ao Senado, João Roma (PL), negou, nesta quinta-feira (13), possuir qualquer relação nos contratos firmados pelo empresário Alfredo Pacheco Pereira Neto, com o Banco Master nos últimos anos. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, os contratos foram realizados por meio da AB Serviços de Corretagem Financeira, empresa que integra o quadro societário de Pacheco. João Roma e Alfredo Pacheco são sócios, desde 2021, na Prata da Chapada.
Em entrevista coletiva, João Roma reconheceu ter sociedade com o empresário, mas enfatizou não ter atuado em benefício da instituição financeira. O presidente do PL na Bahia também afirmou não acreditar que o caso terá impactos sobre sua candidatura à Casa Alta.
“Não acredito que vai impactar, até porque a população pode distinguir com muita clareza porque, de fato, tinha algum envolvimento e de alguma maneira pode beneficiar algum assunto lá da instituição financeira, que não foi o meu caso. Eu fui ministro e nenhum ato meu beneficiou a instituição financeira citada. Nós estamos há cinco anos sem mandato. Tenho sim sociedade com Alfredo Pacheco, que é meu amigo. Atuamos no ramo estritamente do agronegócio, com pecuária e com a irrigação irrigada lá na cidade de Iraquara, na empresa Prata da Chapada, que não tem nenhuma correlação com as suas outras atividades econômicas”, disse durante sessão especial em homenagem aos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Ainda conforme o ex-ministro, Pacheco possui outras empresas constituídas com “outras pessoas”, que não contam com sua participação e que não possui “sequer notícia”. “Então, é muito claro que, dentro da minha biografia e até pelo que está descrito no meu Imposto de Renda, pelo que já tentaram averiguar e fazer qualquer tipo de ilação, eu acho que a minha vida se autoexplica dentro de assuntos meritórios, empreendimentos factíveis e verdadeiros”.
Na ocasião, João Roma também alfinetou o senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT). “Diferente dos meus adversários que não declaram bens no seu Imposto de Renda, que têm realmente uma expertise extraordinária para comprar um terreno por R$ 20 mil e vender por R$ 15 milhões, vender um apartamento no prédio por R$ 10 milhões e comprar outro por R$ 1,5 milhão, eu não tenho esses malabarismos dentro da minha estrutura, nem pessoal e nem societária”.
“Eu não acredito que a população vai comer essa isca de opositores que já se sentem muito afetados, que já estão vendo aí pela decepção que trouxeram com notícias negativas ao estado da Bahia, que já estão caindo na pesquisa, está com clareza do desejo de mudança da população. Querem o novo, querem pessoas que realmente possam ser porta-voz do povo baiano, trazer investimento e melhorar a vida do nosso povo”, alfinetou Roma.

