A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (30) que quis deixar Brasília após as críticas recebidas por sua declaração durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da China, Xi Jinping, ministros e o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Segundo ela, os ataques sofridos após o episódio a fizeram cogitar voltar para São Paulo e abandonar a agenda pública.
Em entrevista ao Grupo Meio Norte, Janja relembrou que, durante o encontro realizado em maio de 2025, citou ao líder chinês o caso da menina Sarah Raíssa Pereira de Castro, de 8 anos, que morreu no Distrito Federal após participar do chamado “desafio do desodorante”, conteúdo que circulava no TikTok. A primeira-dama disse que aproveitou a oportunidade para defender a regulamentação das plataformas digitais.
Janja afirmou que foi alvo de ataques da imprensa, inclusive de mulheres jornalistas, após a repercussão do caso. Ela também voltou a defender regras para as redes sociais, alegando que os algoritmos favorecem a disseminação de discursos de ódio contra mulheres e a monetização desse tipo de conteúdo. Na época da reunião, o presidente Lula afirmou que o tema foi levantado por ele, mas confirmou que Janja pediu a palavra para tratar da proteção de mulheres e crianças no ambiente digital.

