O empresário e ex-presidente do partido Novo, João Amoêdo, criticou a decisão do ministro Gilmar Mendes que restringiu apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR) a legitimidade para apresentar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a medida representa um avanço indevido do Judiciário sobre atribuições que deveriam depender de debate no Congresso.
Em publicação no X (antigo Twitter), Amoêdo afirmou que “a péssima decisão de Gilmar Mendes precisa ser revertida pelos demais membros da Corte”, informando que o STF não pode atuar “em causa própria” nem alterar regras essenciais por meio de liminar. Para o ex-dirigente liberal, o entendimento cria um precedente perigoso ao limitar instrumentos constitucionais de responsabilização.
Amoêdo também criticou a estratégia do bolsonarismo de tentar eleger uma bancada no Senado focada em pressionar ministros do Supremo, afirmando que ataques institucionais devem ser enfrentados “pelo eleitor consciente nas urnas e não por casuísmo jurídico”.

