O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) endureceu as medidas contra a APLB-Sindicato, que mantém a greve dos professores da rede municipal de Salvador considerada ilegal desde 7 de maio. Em nova decisão, o juiz Francisco de Oliveira Bispo aumentou a multa diária para R$200 mil, determinou o desconto imediato de R$480 mil e o bloqueio das contribuições sindicais repassadas pelo Estado e pela Prefeitura.
O magistrado apontou que a entidade sindical acumula R$5 milhões em multas e criticou duramente a postura de desobediência à Justiça. A decisão também reforça a obrigação de retorno imediato às atividades escolares, sob pena de responsabilização civil e penal da diretoria da APLB.
A Procuradoria-Geral do Município de Salvador alegou que a paralisação tem gerado graves prejuízos, especialmente a famílias em situação de vulnerabilidade. A Justiça, por sua vez, considerou que o sindicato descumpriu requisitos legais para o exercício do direito de greve, como notificação prévia e tentativa de negociação com o poder público.

