Por Anderson Luis
Aconteceu nesta quinta-feira (28), Dia da Conscientização e Combate às Dependências Químicas e Não-Químicas, uma sessão especial no auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. A reunião, proposta pelo vereador Kênio Rezende (PRD), contou com a presença dos deputados republicanos Márcio Marinho, Jurailton Santos e José de Arimateia, do parlamentar Júlio Santos, do secretário da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Luiz Carlos, e do coordenador do projeto Vício Tem Cura, Paulo Henrique.
Ex-dependente químico e sóbrio há 26 anos, Kênio falou sobre a importância do debate na Câmara. “O vício é uma epidemia mundial e mata as pessoas. Mais de 2,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por conta do alcoolismo e mais de 8 milhões morrem em função do tabagismo. Fora as dependências em vícios como a cocaína, crack e a maconha, que contribuem para aumentar a violência no mundo”, disse.
Dados apresentados durante a sessão apontaram que mais de 1,2 milhão de pessoas são dependentes de cocaína ou crack. Na Bahia, houve um crescimento de 142% em casos de vícios em jogos de azar.
Márcio Marinho frisou a necessidade de conscientizar familiares de usuários e atribuiu a adesão ao vício à escassez de políticas para a geração de emprego e renda.
“O mundo precisa de consciência, estamos vivendo um momento de polarização política, mas deveríamos tratar da vida das pessoas. Quando uma pessoa se torna dependente, toda a família sofre as consequências. E às vezes, falta um pouco de orientação e consciência de como tratar dessa questão crescente na sociedade. Mas também tem o papel político nessa questão, já que quando não há a geração de emprego e renda, muitas pessoas se entregam à dependência em busca de uma saída”, disse Marinho.
O secretário da Seinfra destacou o papel do poder público no combate ao avanço do número de viciados:
“A sociedade precisa dar a sua contribuição no combate às dependências. Os poderes públicos, incluindo o Executivo municipal do qual eu faço parte, também precisam desenvolver políticas para oferecer a essas pessoas a oportunidade de sonhar e preencher a sua vida com algo útil.”

Anderson Luis é um estudante de jornalismo na Universidade Federal da Bahia – UFBA. Já atuou como pesquisador para o Atlas da Noticia e atualmente é estagiário do Aqui Só Política com Cintia Kelly.

