Preso nesta segunda (23), na segunda fase da operação Overclean, o agente da Policia Federal Rogério Magno Almeida Medeiros é sinalizado com a sigla ‘MAG’, uma abreviação do segundo nome. Na planilha, segundo a PF, há uma indicação de que ele recebe mensalmente R$ 6 mil para “serviços de dedetização”.
Trecho do relatório a que a imprensa teve acesso mostra que Rogério recebia valores para passar informações sigilosas envolvendo agentes federais.
Rogerio Magno é lotado na Delegacia do Aeroporto de Salvador e teria ajudado o grupo a embarcar com grandes quantias em espécie.
Em 2020, o investigado foi exonerado pelo então governador Rui Costa (PT) da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Ele foi citado nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagradas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), que também resultou no afastamento do ex-secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, do cargo.
Já em 2017, Rogério Magno entrou na mira da Justiça durante a Operação Vortigern por suspeita de vazar dados sigilosos sobre investigações envolvendo o TJ-BA.

