O vereador Sílvio Humberto (PSB) se manifestou contra a política de contratações da Prefeitura de Salvador para os festivais de fim de ano, ao criticar a disparidade entre os cachês pagos a atrações nacionais e a artistas que representam a cultura e a resistência baiana. Segundo o parlamentar, a prática revela um “abismo orçamentário” e uma “apropriação cultural institucionalizada” por parte da gestão municipal.
De acordo com Sílvio Humberto, enquanto a dupla sertaneja Jorge e Mateus receberá R$ 1 milhão, artistas como o bloco afro Olodum e o cantor Edson Gomes terão cachês de R$ 160 mil e R$ 180 mil, respectivamente. Para o vereador, a estratégia de marketing da prefeitura contrasta com a destinação dos recursos públicos e enfraquece a valorização da cultura local, que, segundo ele, deveria ser prioridade na aplicação do orçamento municipal.

