Em uma reunião a portas fechadas com 500 assessores do governo Lula, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, cobrou o fim da prática do “off” — que consiste em repassar informações de bastidor a jornalistas sob sigilo. Ele também anunciou que realizará um balanço das entregas da administração petista, destacando seu compromisso com uma comunicação mais transparente. Durante a reunião, Sidônio fez declarações interpretadas como indiretas ao seu antecessor na pasta, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que foi demitido após críticas do presidente Lula às estratégias de comunicação do Planalto.
Assumindo a Secom em janeiro, Sidônio se comprometeu a recolocar a pasta no papel de apoiar os ministérios, em contraste com a abordagem mais voltada à projeção pessoal adotada por Pimenta. Embora não tenha mencionado o nome de Pimenta, a crítica foi interpretada como uma clara diferença de estilo, com Sidônio enfatizando sua visão de uma comunicação discreta e focada no apoio institucional, e não em campanhas de marketing político.

