A Polícia Federal concluiu o balanço da Operação Galho Fraco e confirmou a apreensão de R$ 469.700 em dinheiro vivo em um flat ocupado pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em Brasília. A ação foi deflagrada na sexta-feira (18) e também teve como alvo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
As investigações apuram um suposto esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, que teria sido operado por meio de uma empresa de fachada no setor de locação de veículos. Segundo a PF, a locadora seria utilizada para lavar dinheiro e justificar despesas inexistentes relacionadas ao exercício do mandato.
O inquérito reúne elementos como quebra de sigilo bancário, depoimentos e dados extraídos de celulares apreendidos durante a operação. Sóstenes Cavalcante nega irregularidades e afirma que o dinheiro apreendido tem origem lícita, proveniente da venda de um imóvel. Ele e Carlos Jordy classificam a operação como “perseguição política.”
Com o encerramento do balanço da ação, a investigação entra agora na fase de análise dos documentos recolhidos. Paralelamente, os parlamentares tentam no Supremo Tribunal Federal (STF) questionar a legalidade das buscas realizadas em seus gabinetes e residências.

