A Polícia Federal (PF) avalia solicitar aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, nesta quinta-feira (8), o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão, Eduardo passou a ser considerado procurado pelas autoridades brasileiras. O ex-parlamentar ainda pode se apresentar voluntariamente à Justiça. Caso não o faça, poderá passar à condição de foragido.
A PF também avalia os procedimentos necessários para viabilizar o cumprimento da decisão. A inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol, utilizada para localizar pessoas procuradas internacionalmente, não é automática e depende dos critérios aplicáveis ao mecanismo.
Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada. Além da pena de prisão, o colegiado determinou o pagamento de multa de R$ 162 mil, correspondente a 50 dias-multa, cada um fixado em dois salários mínimos.
Na decisão desta quinta-feira, Moraes também determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-deputado durante o período da condenação e o cancelamento de todos os passaportes emitidos em seu nome.
O ex-parlamentar vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Ele afirma ter deixado o Brasil por considerar que sofre perseguição política. Durante sua permanência no país, Eduardo passou a atuar como interlocutor entre integrantes da família Bolsonaro e autoridades norte-americanas. Segundo o STF, o ex-deputado utilizou sua influência nos Estados Unidos para tentar interferir no processo judicial que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista.

