O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (23), para estender por mais dois anos o prazo de adesão ao acordo bilionário destinado a poupadores afetados pelos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte desde o dia 16 de maio.
O relator, ministro Cristiano Zanin, defendeu a prorrogação por mais 24 meses com o objetivo de evitar prejuízos a beneficiários que ainda não aderiram ao acordo, cujo encerramento estava previsto para maio de 2025. O voto foi seguido por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, André Mendonça e Dias Toffoli. Edson Fachin se declarou impedido. Os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Luís Roberto Barroso ainda podem votar até o fim do dia.
Até o momento, cerca de 326 mil poupadores aderiram ao acordo, que já resultou no pagamento de R$ 5 bilhões em indenizações. Estima-se, no entanto, que centenas de milhares de brasileiros ainda tenham direito aos valores.

