O ex-deputado federal e uma das principais lideranças do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, afirmou neste domingo (4) acreditar que o governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), vencerá a disputa pelo Governo da Bahia ainda no primeiro turno. Segundo o emedebista, informações recebidas de diferentes regiões do Estado sustentam sua avaliação sobre o cenário eleitoral.
Questionado se compartilhava do otimismo demonstrado por aliados de Jerônimo sobre uma definição da disputa neste domingo, Lúcio foi além e disse ter “certeza” da vitória do petista. “Eu compartilho do otimismo, não. Eu lhe afirmo com certeza, tenho recebido notícia de todo o interior e da própria capital. Aqui na capital, nós perdemos com a diferença reduzida em relação à eleição passada”.
O ex-deputado afirmou ainda que percebe uma mudança no ambiente político no interior do Estado e classificou como de “velório” o clima entre os adversários. “E no interior, o lado deles, e a gente conhece isso, quem faz política, pela ocupação das ruas, já vive um verdadeiro clima de velório. Então, eu tenho absoluta certeza, que quem ganhar, ganhasse, seria no primeiro turno. Mas efetivamente, Jerônimo será o vencedor dessa a eleição”.
Na avaliação de Lúcio, a preocupação dos adversários seria, neste momento, reduzir a eventual diferença nas urnas para preservar força política após a eleição. “A preocupação deles agora não é perder a eleição, é perder de pouco, para que ainda continue com alguma força para o futuro”.
A avaliação de Lúcio ocorre após a divulgação de diferentes pesquisas na véspera da eleição. Os levantamentos apresentaram resultados distintos sobre a posição dos dois principais candidatos ao Governo da Bahia.
A AtlasIntel/A Tarde apontou Jerônimo com 51% das intenções de voto, contra 47% de ACM Neto (União Brasil). Considerando apenas os votos válidos, o petista registrou 51,5%, enquanto Neto apareceu com 47,4%. A diferença está no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais. Já o Paraná Pesquisas apresentou ACM Neto numericamente à frente, com 46,4%, contra 44,6% de Jerônimo. Como a margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no levantamento.
Questionado se os números poderiam indicar a realização de um segundo turno, Lúcio evitou avaliar a metodologia dos institutos, mas fez críticas ao volume de levantamentos realizados pelo Paraná Pesquisas na Bahia.
“Olhe, eu não sou homem de falar de institutos, mas chega uma hora também que a gente é obrigado. A Paraná pesquisa, se você botar no Google: qual foi o estado que ela fez mais pesquisa? Foi a Bahia com seis ou sete pesquisas. Mais do que São Paulo, do que Rio, do que tudo”.
Na sequência, o emedebista sugeriu haver interesses por trás da divulgação de pesquisas do instituto. A afirmação representa uma avaliação de Lúcio, sem apresentação, na entrevista, de elementos que comprovem eventual interferência nos levantamentos. “Toda hora que eles queriam intervir alguma coisa, vinda de Lula, soltam a Paraná. Agora da mesma forma, foi assim a vez passada”.
O ex-deputado afirmou que prefere aguardar a apuração dos votos para avaliar quais institutos conseguiram retratar com maior precisão o cenário eleitoral da Bahia. “Então, quem vai falar sobre os institutos são o resultado. Quando sair o resultado, vocês vão saber quais foram os institutos que acertaram e que não acertaram”.
Lúcio também levantou a possibilidade de eventuais erros terem ocorrido de forma intencional ou não, novamente sem apresentar elementos que sustentassem uma irregularidade específica. “Restará apenas saber qual foi o instituto que erraram de má fé, certo? Ou erraram de boa fé. Por isso quando eu ouvi esse dado que sete pesquisas da Paraná foram feitas na Bahia, enquanto em São Paulo, três ou quatro, e por aí vai”.

