O presidente municipal do PP, Cacá Leão, e o vereador Jorge Araújo, do mesmo partido, estão em rota de colisão. A reunião na semana passada, que serviria para aparar arestas e conter os insatisfeitos da legenda, que busca espaço na gestão Bruno Reis, acendeu faísca entre os dois.
Um colega de Câmara defendeu Jorge, argumentando que, devido à sua votação expressiva, o partido deveria oferecer tratamento melhor ao pepista. No entanto, Cacá não deu muita importância a essa votação, minimizando seu impacto.
Na segunda (3), após a abertura do trabalho do Legislativo de Salvador, o ASP questionou Jorge sobre a relação com Cacá: “Quem?”, desdenhou.
“Internamente, no PP, surgiu a informação de que quem teve 36 mil votos é a mesma coisa que quem teve sete mil. O prefeito [Bruno Reis], a meu ver, tem sensibilidade diferente de quem pensa assim”, disse Jorge.
Em outro momento, Jorge alfineta o partido.
“Desde a primeira eleição que eu tive para deputado federal, porque eu sou o primeiro suplente até hoje [ele ficou na suplência de João Leão], o PP nunca me enxergou como deveria ter me enxergado, isso é fato e eu tenho isso para mim”, afirmou Jorge.
Apesar da mágoa, ele diz que, independentemente do que aconteça, se o PP permanecer na base de Bruno ou migrar para o governador Jerônimo Rodrigues, ele permanece no grupo em que está. “Eu, Jorge, vou continuar onde estou, com o prefeito Bruno Reis”.

