A Meta AI, ferramenta de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, apresentou respostas diferentes a pedidos de criação de imagens eleitorais envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo levantamento do G1, o assistente recusou solicitações de material de campanha com o nome de Lula, mas aceitou produzir imagens quando os usuários mencionaram apenas Flávio.
A diferença foi identificada após relatos de usuários e confirmada em testes realizados pelo site. O comportamento, no entanto, não foi uniforme: após novas tentativas, a ferramenta também gerou uma imagem com o nome do presidente.
Os testes mostraram que a resposta da inteligência artificial muda conforme os termos utilizados nas solicitações. Embora tenha atendido a pedidos com o nome de Flávio, a Meta AI passou a recusar a criação de imagens eleitorais quando o sobrenome “Bolsonaro” foi incluído.
Ao ser questionada pelo G1 sobre a dificuldade para produzir material com o nome de Lula, a própria ferramenta atribuiu a recusa a um “bloqueio automático do sistema de criação de imagens”. A diferença de comportamento foi observada especificamente na versão da Meta AI disponível no WhatsApp.No site do assistente, que também permite a interação com a inteligência artificial, os pedidos de criação de imagens de campanha foram recusados tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro.
O comportamento identificado levanta questionamentos sobre a aplicação das regras eleitorais às ferramentas de inteligência artificial durante a campanha presidencial. A Resolução nº 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece restrições ao funcionamento de sistemas automatizados em contextos eleitorais.
A norma proíbe que essas ferramentas possam “emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas”.

