O governo Lula acusou o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de legitimar as alegações norte-americanas contra o Brasil em uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para discutir as tarifas impostas ao Brasil.
Por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o governo repudiou a presença de Flávio na audiência e que, entre os 34 brasileiros inscritos, o senador foi o único que não se colocou contra as tarifas, limitando-se a defender o adiamento de sua aplicação.
Ainda de acordo com Secom, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não contestou as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para impor as sanções comerciais ao Brasil. Para a pasta, em vez disso, Flávio “optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”.
Outra situação apontada pelo governo é de que o senador não teria negado que sua família e aliados fizeram campanha para o tarifaço.
A nota cita ainda o caso Master, afirmando que Flávio omitiu que o surgiu no governo Bolsonaro, além de não mencionar seus próprios vínculos com Vorcaro.
Segundo o governo Lula, Flávio defendeu a revogação de decretos que buscam impedir a circulação de conteúdos criminosos e combater a violência contra mulheres no ambiente digital.
Por fim, a nota diz que o senador criticou o sistema Pix ao longo do ano e que, somente agora, tenta apresentar-se como seu defensor, mas “propõe subordinar o PIX aos interesses norte-americanos”.

