O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem evitado responsabilizar seu antecessor, Roberto Campos Neto, pela crise envolvendo o Banco Master. A postura do atual chefe da autarquia é de manter a análise do caso em caráter estritamente técnico, afastando qualquer contaminação política num cenário já bastante polarizado.
Desde a compra do Master pelo BRB, em março, lideranças do PT e aliados do governo Lula criticam Campos Neto pela suposta demora em conter operações arriscadas com precatórios e CDBs. Apesar das pressões, Galípolo tem defendido a atuação regulatória do BC e reforçado seu compromisso com a estabilidade e a concorrência no sistema financeiro.

