O ex-presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, foi inocentado no processo que respondia por pretensa improbidade administrativa na celebração de convênio entre a instituição e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado em Serra da Barriga (AL). A decisão foi tomada pela Quarta Vara Cível do Distrito Federal, no último dia 14/12/24.
“É importante dar ciência pública a esse fato, porque as acusações infundadas que a mim foram creditadas me causaram danos morais e materiais, visto que fui impedido, entre outros prejuízos, de tomar posse em cargo no Ministério da Cultura, após ter sido convidado pela ministra Margareth Menezes”, esclareceu Zulu.
O ex-dirigente da Palmares afirmou que sempre teve certeza de que seria inocentado, e definiu o momento como “uma grande injustiça, fruto da forma persecutória com que parte dos mecanismos de controle do Estado tem agido, particularmente, contra aqueles que trabalham com políticas de ações afirmativas”.
Antes mesmo da absolvição na Vara Cível, o Tribunal de Contas da União havia declarado que não houve irregularidade na gestão do convênio, mas, ainda assim, a ação prosseguiu, impactando negativamente, inclusive, sua imagem, em função da publicidade dada à acusação.
Mas “a justiça foi feita, e isso é o importante”, afirmou Zulu. “A decisão da Justiça do Distrito Federal é um alívio para quem sempre conduziu sua vida pública com lisura e responsabilidade”.

