Praticamente desde que assumiu a prefeitura de Lauro de Freitas, a prefeita Débora Regis (União) tem usado as redes sociais para mostrar o estado em que encontrou as contas públicas do município. Nesta quarta (8), a gestora decretou estado de emergência e calamidade financeira. A medida é válida por 90 dias.
Existe dívida milionária com pagamento em curto prazo, falta de dinheiro em caixa para pagamento salarial do mês de dezembro. Entre os problemas herdados da gestão de Moema Gramacho (PT), destacam-se o alto comprometimento do orçamento municipal com despesas de pessoal e a inadimplência com fornecedores de serviços essenciais, como medicamentos básicos.
No início da semana, o governador Jerônimo Rodrigues criticou, com razão, ex-prefeitos que deixaram um rastro de destruição nos municípios em que administraram por oito ou quatro anos. Mas sequer fez menção a correligionária Moema Gramacho.
“O que vemos são atos irresponsáveis que castigam a população. Um prefeito ou prefeita que assume uma gestão nessas condições pode levar até seis meses para reorganizar tudo. Isso representa a perda de metade do ano para recompor o patrimônio e retomar os serviços públicos”, afirmou Jerônimo.
O governador afirmou que consultou o Jurídico e decidiu acionar o Ministério Público e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para investigar os casos e responsabilizar os envolvidos. “Não podemos aceitar que esse tipo de atitude continue. Vou protocolar um documento para que essas situações sejam analisadas e punidas conforme a lei. A democracia exige responsabilidade com o voto do povo”, concluiu.
Ele cita problemas enfrentados por prefeitos aliados recém-empossados, como João Carlos (PT)l, de Mutuípe; Luiz Caetano (PT), de Camaçari; Ana Paula (PSD), Mundo Novo; e Jan da Laranja (PV), Rio Real.

