O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), defendeu nesta quarta-feira (19) a decisão da gestão municipal de leiloar terrenos e áreas públicas sem utilidade, justificando que essas propriedades agora irão gerar arrecadação para a cidade.
“Uma área que não pagava IPTU, vai pagar IPTU de empreendimento imobiliário, que vai possivelmente construir ali um prédio ou seja o que for, comercial, residencial, com salas ou apartamento, que vão depois ter os adquirentes; que vão pagar ITIV quando transferir para o nome; que depois vai passar a pagar IPTU, e que vai incrementar a arrecadação da cidade, para a gente não ter que fazer aumento de IPTU. Só aquele terreno pode render para os corpos públicos, esse ano, mais de 50 milhões de reais. Foi uma decisão acertada ou não? Quem quiser fazer esse debate, esse diálogo, eu desafio em qualquer hora e local para me convencer do contrário”, disparou o prefeito, citando a venda de uma encosta na Barra.
Ele também mencionou que o Governo do estado realizará leilões de áreas como o Detran, a antiga Rodoviária de Salvador e o Colégio Odorico Tavares, reforçando que essas são propriedades de interesse público, ao contrário da encosta na Barra, que, segundo ele, não tinha utilidade.
“Está aí o Governo do Estado, vai vender Detran, vai vender Centro de Convenções, vai vender antiga rodoviária, estava querendo vender o parque de exposições, o Odorico Tavares, e olhe que era equipamento que tinha utilidade pública, aquela praça não tinha utilidade pública nenhuma, nem o público utiliza”, completou.

