Servidoras da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) de Salvador denunciaram um chefe de setor, identificado como A.M., por assédio moral. Segundo relatos formais encaminhados à Ouvidoria, ele teria agredido, ameaçado e xingado ao menos cinco funcionárias. Algumas vítimas relataram humilhações constantes.
Questionada pelo Aqui só Política, a secretária Fernanda Lordelo afirmou, na manha desta quarta (19), que as denúncias estão sendo tratadas dentro dos parâmetros legais e que um processo de sindicância foi instaurado. “A situação está sendo tratada através de um processo de sindicância. Recebemos uma denúncia formal em dezembro, mas como o servidor estava de férias em janeiro, não poderíamos abrir antes. Nos primeiros dias de fevereiro, a sindicância foi iniciada por três servidores concursados”, explicou.
Ela também destacou que a apuração seguirá rigorosamente a legislação e será conduzida por servidores de carreira. “As três que estão sinalizando a situação de assédio são pessoas terceirizadas. O suposto agressor, porque eu não posso acusá-lo sem um devido processo legal, é um concursado. E a sindicância, conforme a legislação, ela só pode ser realizada por servidores concursados para que a apuração seja idônea. Então eu não posso pegar qualquer pessoa para apurar”, comentou em entrevista ao Aqui Só Política.
De acordo com as denúncias, inicialmente publicadas pelo site Política ao Vivo, algumas das servidoras passaram a apresentar problemas psicológicos e estão sob acompanhamento psiquiátrico. Ainda em entrevista, Fernanda comentou sobre a importância de verificar alguns desses relatos que só surgiram em dezembro. “Elas sinalizam isso, é importante verificar. A gente sabe que várias condições podem gerar questões emocionais. Por exemplo, algumas delas já estavam há mais de um ano sem trabalhar com o servidor e a denúncia só chegou em dezembro. Então tem muita coisa que precisa ser verificada para quem está fazendo escuta”, conclui
Ainda segundo a secretária, prazo para conclusão da sindicância é de 30 dias, podendo ser prorrogado caso necessário. Enquanto isso, a situação segue sob análise para que medidas cabíveis sejam tomadas após a finalização do relatório da comissão investigativa.

