A defesa de Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o uso de um vídeo exibido pelo ministro Alexandre de Moraes durante o julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado.
Os advogados afirmam que o material apresentado inclui episódios que não constam na denúncia formal da Procuradoria-Geral da República (PGR), como a tentativa de invasão à sede da Polícia Federal em 12 de dezembro de 2022 e a colocação de uma bomba próxima ao aeroporto de Brasília na véspera de Natal. “Fatos esses que não fazem parte das imputações descritas na inicial (…). Requer-se a supressão completa de tais referências do acórdão ora embargado”, argumenta a defesa.
Alexandre de Moraes, por sua vez, justificou o uso do vídeo alegando que os episódios citados são fatos públicos e notórios, o que, segundo o Código de Processo Penal e o Código Civil, permite sua consideração por juízes. Braga Netto é um dos oito aliados de Bolsonaro que se tornaram réus no STF em março, após a Corte aceitar a denúncia da PGR.

