Durante entrevista ao jornalista Breno Altman, editor do Opera Mundi, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, negou que o Brasil tenha vetado a presença da Venezuela como observadora na recente cúpula do BRICS, realizada no Rio de Janeiro. Segundo ele, a seleção dos países convidados foi guiada por critérios de afinidade política e busca por equilíbrio interno no bloco, e não por motivos de exclusão. “Não houve um veto”, afirmou.
Amorim também destacou que o Brasil mantém relações diplomáticas normais com a Venezuela e reiterou que a política externa do país é baseada na não intervenção e no respeito a acordos internacionais. Ele criticou as sanções unilaterais impostas a Caracas e disse que o governo brasileiro tem se posicionado de forma consistente contra esse tipo de ação. Sobre o processo eleitoral venezuelano, apontou falhas no cumprimento de etapas previstas em acordos, sem considerar isso uma interferência.

