Depois de tensionar a relação com o Thomé de Souza, o vereador Sidninho (PP) posou ao lado do prefeito Bruno Reis durante as comemorações do aniversário do diretor de Iluminação da prefeitura, Ângelo Magalhães Neto, neste sábado (8).
O pepista, segundo setores da imprensa, instrumentalizado por Carlos Muniz (PSDB), ensaiou uma rebelião do partido para ocupação de cargos na gestão municipal. A ‘porrada’ que ele dava em Cacá Leão, presidente do PP de Salvador, tinha como finalidade atingir Bruno. Fragilizado, Bruno daria a secretaria de Educação ao PSDB.
O ardil não deu resultado esperado. Como contraofensiva, Sidninho foi alçada a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deixando para trás Duda Sanches, que já havia construído a candidatura ao comando do colegiado. A CCJ é a principal comissão do Legislativo, e por ela passam todos os projeto do Executivo.
É na CCJ que uma simples vírgula pode tornar um projeto inconstitucional e sem aptidão para ser votado.
ACM NETO – Apesar da aparente tensão gerada entre os dois poderes, há quem diga que a relação entre Bruno e Muniz será tranquila. E mais. Toda contenda gerada foi, na verdade, para atingir ACM Neto, que impediu o acordo entre Bruno e o PSDB ser cumprido.
Os tucanos davam como certo ficarem com a Secretaria de Educação. O martelo chegou a ser batido, mas o ex-prefeito emperrou a negociação.
A Bruno, Neto teria dito que ninguém poderia mexer na SMED, que continuará ser do tocada por Thiago Dantas.
A SMED virou alvo da operação Overclean, que investiga falcatrua envolvendo licitação e Marcos Moura, o rei do lixo, e outros empresários.

