A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12) a Operação Transparência, que investiga possíveis desvios na destinação de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos está Mariângela Fialek, assessora do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que ocupa o cargo de Chefe da Assessoria Especial do gabinete e possui remuneração bruta de R$ 23,7 mil.
Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, incluindo a sala onde Fialek trabalhava. A PF apura indícios de crimes como peculato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e corrupção, investigando a forma como as emendas foram indicadas e utilizadas.
A investigação ocorre em meio ao crescente questionamento sobre a transparência das emendas de comissão. No fim de 2024, o ministro do STF Flávio Dino suspendeu o repasse de R$ 4,2 bilhões após representação do PSOL que apontava irregularidades em uma lista com 5.449 emendas enviadas por líderes partidários ao governo federal sem aprovação formal das comissões, o que ampliou a atuação do STF e da PF no caso.

