O Palácio da Câmara Municipal de Salvador é um dos mais importantes exemplos da arquitetura civil colonial brasileira. Sua história remonta a 1549, quando a primeira construção foi feita de taipa e palha. Com o passar dos anos, o prédio passou por diversas reformas e modificações. Em 1551, a Casa de Câmara foi reconstruída com materiais mais duráveis, como pedra, cal e barro.
Em 1660, uma grande reforma sob a liderança do governador Francisco Barreto de Menezes conferiu à edificação a imponência que seria esperada de um edifício público de tal importância. A obra mais significativa ocorreu em 1696, com a construção de uma torre e a instalação de um sino, que simbolizavam o poder do governo local.
O processo de tombamento do Palácio foi iniciado em 1979, com o número 001/1979, e culminou com a Resolução de Tombamento nº 30.483/84, em 10 de maio de 1984, quando foi oficialmente reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Esse reconhecimento garantiu a preservação de uma estrutura arquitetônica que, embora tenha sofrido alterações ao longo dos anos – como a transformação de sua fachada no final do século XIX, que ganhou um estilo neo-renascentista – mantém até hoje um valor histórico e cultural imensurável.
Tombado e protegido por lei, o Palácio da Câmara Municipal é um símbolo da cidade de Salvador, que reúne em sua estrutura séculos de história, mudança e resistência.
No início da tarde desta segunda-feira (24), um incêndio atingiu o prédio. Informações preliminares indicam que o fogo pode ter tido início no ar-condicionado do Salão Nobre, pouco depois da posse dos vereadores Beca e Palhinha.

