O presidente do diretório do PT em Serrinha, Sandro Magalhães, perdeu força para suceder Éden Valadares no comando do partido na Bahia. Sandro teria a predileção e apoio do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner.
Por tabela, Sandro contava com o apoio do senador Jaques Wagner e da corrente Renova, de Éden Valadares. Entretanto, encontrou resistência em outras tendências do partido, como a DS, ligada ao deputado estadual Robinson Almeida e o secretário da Casa Civil, Afonso Florence, e EPS, do deputado Valmir Assunção, que indicou Liu Durães, liderança do MST para o comando do PT, além do Renova, de Éden, que deve lançar um nome para fazer frente a Júlio.
Com isso, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, aproveitou a resistência ao nome ofertado por Éden, Wagner e Jerônimo, e apresentou Júlio Pinheiro, ex-prefeito de Amargosa. As conversas de Rui e Júlio aconteceram na semana passada, em Itabuna.
Vice-presidente nacional do PT, Everaldo Anunciação, que é da corrente CNB, não se opôs ao nome de Pinheiro, mas disse que vai conversar com seu grupo no dia 5 de abril. “É um excelente quadro”, disse ao Aqui só Política.
Everaldo, no entanto, ponderou a possibilidade de Júlio disputar uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026. “Não invalida ele ser presidente do PT e ser candidato. Nosso foco será o de fortalecer nossa bancada estadual e federal e Júlio é um bom nome para disputar. Por tanto, essa candidatura ao comando do partido deve ser analisada”, falou.
Embora Everaldo, que até ser alçado ao posto de vice-presidente nacional do PT havia disponibilizado o nome para voltar a comandar o partido na Bahia, tenha dado aval para Júlio Pinheiro, fontes deste site dizem que algumas correntes estão se articulando para reagir à interferência de Jerônimo Rodrigues e de Rui Costa.

