Com o encerramento do Carnaval de Salvador, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realizou, nesta Quarta-feira de Cinzas (5), a primeira reunião para alinhamento das ações de monitoramento e enfrentamento de doenças respiratórias e arboviroses no período pós-folia. O encontro aconteceu na sede da SMS e contou com a participação de diversas diretorias de vigilância e atenção à saúde.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, grandes eventos, como o Carnaval, elevam o risco de disseminação e reintrodução de doenças, exigindo respostas rápidas da rede pública. “Ao final de uma festa dessa magnitude, existe um potencial risco de aumento dos casos de gripe, Covid-19, dengue e diarreias. Deflagramos um esforço conjunto para decisões mais céleres, evitando superlotação na rede de urgência e emergência e garantindo maior segurança para a população”, afirmou.
No caso das arboviroses, a SMS já havia intensificado as ações de combate ao Aedes aegypti desde setembro passado, com a campanha Verão Sem Mosquito. Durante o Carnaval, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou inspeções e bloqueios contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em mais de 35 bairros da cidade. Foram executados mais de 90 bloqueios de focos, 600 imóveis visitados e 2.921 depósitos inspecionados. Além disso, 280 pontos passaram por desratização para controle de roedores.
Pela primeira vez, a SMS disponibilizou vacinação de rotina durante todos os dias da folia, garantindo a imunização de centenas de pessoas. A pasta também promoveu ações assistenciais e educativas através dos programas Salvador Acolhe e Catafolia, voltados para trabalhadores temporários e seus filhos.
Dados da SMS indicam que, até a 9ª semana epidemiológica de 2025 (entre 29 de dezembro de 2024 e 1º de março de 2025), Salvador registrou 16 casos de dengue, cinco de chikungunya e três de zika. No mesmo período do ano passado, os números foram significativamente maiores: 268, 13 e 51 casos, respectivamente.
Rodrigo Alves destacou que as ações seguirão intensificadas por mais seis semanas após o Carnaval. “Nosso trabalho é contínuo e fundamental para evitar surtos. Seguimos atentos para proteger a população de agravos e doenças”, concluiu.

