O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê que a nova rodada de tarifas impostas pela China sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos pode beneficiar o agronegócio brasileiro. A sobretaxa de até 15% sobre itens como milho, soja e carnes abre espaço para que o Brasil amplie sua participação no mercado chinês, especialmente na exportação de soja, onde já lidera.
No primeiro mandato de Donald Trump, medidas similares resultaram em um salto nas vendas brasileiras, e membros do governo acreditam que o país pode novamente se consolidar como fornecedor prioritário da China. O aumento da produção nacional de soja e milho em 2024 pode atender à demanda chinesa, enquanto setores como frango e carne suína também esperam ganhos.
Apesar das oportunidades para o agronegócio, economistas alertam para possíveis impactos na inflação no Brasil. O aumento da demanda externa pode pressionar os preços internos, agravando um cenário já complicado pela alta do dólar e condições climáticas adversas. Além da China, México e Canadá também prometem retaliações comerciais contra os EUA, elevando as incertezas no mercado global.

