
Prisão do ‘rei do lixo’ deixa ‘meio mundo’ da política em silencio. Por que será?
A operação Overclean, que prendeu quase duas dezenas de agentes públicos e empresários, dentre eles o ‘rei do lixo’, Marcos Moura, deixou o mundo político em silêncio. Primeiro ensaiaram umas estocadas ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, pela relação de amizade com o empresário, depois de tacarem pedras, as recolheram.
O motivo ninguém sabe. O que se sabe é que a empresa de Marcos Moura, a MM Consultoria Construções e Serviços Ltda., é responsável pelo serviço de lixo de muitas cidades baianas, a exemplo de São Francisco do Conde, Madre de Deus, Simões Filho e Entre Rios.
Outra empresa no centro da operação, a Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda, cujos sócios são os irmãos Alex e Fábio Rezende, ambos preso, tem obras espalhadas pela Bahia.
Ao que tudo indica, parece que a ‘limpeza excessiva’ vai lustrar meio mundo dessa Bahia.
Um personal em Nárnia
A Bahia parou para acompanhar a deflagração da operação OverClean, na terça. Polícia Federal de manhã cedinho batendo na porta de alguns figurões, mas uma pessoa estava em Nárnia.
Trata-se do personal trainer de Flávio Henrique Lacerda. Servidor da secretaria de edução, Flavio foi exonerado logo após ser preso. A PF encontrou na casa dele R$700 mil em espécie.
Na quarta, o personal chega a academia que fica num shopping na Avenida Paralela, para fazer o treino de membros inferiores de Flávio. O relógio marcou 6h, 6h20, 6h30, quando ele resolve ligar para o cliente e…nada.
Flavio, inclusive, já estava prestes a ‘descer’ para a penitenciária Lemos de Brito.
Um sisudo competente
O secretário de Promoção Social de Salvador, Junior Magalhães, disse que recebe de boa as críticas sobre seu temperamento. Todos reclamam da sisudez, do distanciamento do chefe da Sempre. Mas ele ressalta que só não podem se queixar da falta de competência. De fato, sobre o trabalho de Junior existem só elogios.
Mas, os elogios não serão capazes de mantê-lo na pasta, numa possível rearrumação do secretariado no segundo mandato de Bruno Reis.

