O deputado estadual e federal eleito, Manuel Rocha (União Brasil), criticou, nesta quinta-feira (5), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Para o parlamentar, a medida pode comprometer investimentos no agronegócio e agravar as dificuldades financeiras enfrentadas por produtores rurais.
Presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rocha avaliou que o custo elevado do crédito dificulta o financiamento da produção e pode levar ao adiamento de investimentos no campo.
“A agropecuária é uma das grandes forças da economia brasileira, responsável pela geração de empregos, renda e divisas para o país. Mas é um setor que depende de crédito para produzir, investir e crescer. Quando os juros permanecem tão elevados, o custo da produção aumenta, os investimentos são adiados e muitos produtores passam a enfrentar dificuldades até mesmo para manter suas atividades. É uma situação que precisa ser tratada com muita atenção”, afirmou.
Anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (4), a manutenção da Selic ampliou as preocupações de representantes do agronegócio sobre as perspectivas para 2027. Analistas do setor apontam que o crédito mais caro, somado ao aumento dos custos de insumos como fertilizantes e combustíveis, pode levar produtores a reduzir investimentos. Esse cenário também pode afetar a produtividade e a expansão da atividade agropecuária.
Rocha ressaltou que os impactos não ficam restritos às propriedades rurais, mas alcançam outros segmentos econômicos e municípios que dependem do agronegócio.
“Quando o produtor deixa de investir, não é apenas o campo que perde. Perdem também o comércio, a indústria de máquinas e equipamentos, o setor de transportes e os municípios que dependem diretamente da atividade agropecuária. O Brasil precisa ter responsabilidade com o controle da inflação, mas também precisa encontrar caminhos para garantir condições de financiamento à produção e preservar sua capacidade de crescimento”, finalizou.

