O voo do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico, por meio de uma conta bancária norte-americana. A informação foi confirmada pelo proprietário da empresa responsável pelo transporte à agência de notícias AFP, na quinta-feira (29).
Flávio viajou acompanhado da família em um jato particular, que partiu da Argentina na madrugada de quinta-feira com destino à Flórida. Segundo o texto original, a viagem ocorreu após a polícia cancelar seus passaportes durante uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.
Após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, o senador não reconheceu o resultado e afirmou que lideraria a oposição a partir dos Estados Unidos.
“Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, disse à AFP o empresário argentino Luis Grande, proprietário da Baires Fly, companhia responsável pelo transporte.
Segundo Grande, o intermediário, cuja identidade não foi revelada, transferiu US$ 150 mil (cerca de R$ 800 mil) de uma conta de sua empresa em um banco norte-americano para uma instituição financeira argentina.
Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal informaram que o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Casa Branca não se pronunciou sobre o assunto. Grande afirmou que não conhece a pessoa que contratou o intermediário. Segundo o empresário, o próprio intermediário disse que também não conhecia o contratante antes da operação.
A existência de um intermediário com dupla nacionalidade argentina e norte-americana, residente na Flórida, havia sido divulgada inicialmente pelo jornal argentino Perfil, na quinta-feira (29), com base em fontes anônimas.

