A Procuradoria Geral da República (PGR) deverá se manifestar sobre o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o senador e seu filho, Jair Bolsonaro possa visitá-lo, após determinação do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido feito pela deesa ocorreu um dia após as eleições que levaram Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno das eleições para presidente, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O advogado pede como medida principal, o restabelecimento do regime regular de visitas, sob o argumento de que já passou um período significativo desde a imposição das restrições e que não houve novos episódios que justifiquem a manutenção da proibição.
Em julho, Moraes havia determinado a suspensão das visitas de Flávio com Jair Bolsonaro por 90 dias. Na decisão, o ministro afirmou que o senador havia sido utilizado como intermediário para divulgar uma manifestação de teor político-eleitoral escrita pelo ex-presidente.
Como alternativa, os advogados pedem que Moraes autorize excepcionalmente uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro, quando termina a restrição. Segundo a defesa, o encontro teria natureza “exclusivamente familiar” e seria realizado em data e horário previamente combinados com o local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

