O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu, nesta quinta-feira (17), uma reforma do Judiciário e afirmou que ministros devem responder por eventuais irregularidades da mesma forma que qualquer servidor público. Ao comentar as recentes discussões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master, o petista também cobrou transparência nas investigações.
Jerônimo afirmou que informações protegidas por sigilo devem respeitar os procedimentos legais, mas defendeu a divulgação de tudo o que for possível para permitir que a sociedade acompanhe os casos.
“A gente não pode abrir mão da transparência, de tudo quanto é ações públicas. Aquilo que é sigiloso por conta de investigação, tem que respeitar o processo, mas nós já estamos à altura de poder abrir tudo que for possível para que a sociedade brasileira entenda”, disse.
Ao falar sobre a atuação do STF, o governador classificou a Corte como “guardião da democracia” e defendeu que eventuais suspeitas envolvendo ministros sejam submetidas à Justiça. “O STF é o guardião da democracia, é o guardião da transparência. Se lá dentro existem ministros envolvidos com casos [Master] como estes, que passe também pelas mãos da justiça e sejam caçados, retirados, o que nós queremos é a nossa democracia forte, o que nós queremos é a transparência forte”.
Jerônimo também afirmou que o atual cenário reforça, em sua avaliação, a necessidade de discutir mudanças no funcionamento do Poder Judiciário. “A outra, é que dada essa situação é preciso que haja uma reforma no Judiciário, é preciso que o Judiciário passe também por uma reforma, porque o judiciário é pago pelo povo, eles não são donos da vida da gente, eles são protetores, guardiões”.
O governador argumentou ainda que ministros não devem receber tratamento diferente dos demais servidores públicos quando houver necessidade de prestar esclarecimentos ou responder por seus atos. “Portanto eu espero que cada ministro que está ali possa ser apresentado à Corte e responder tal qual um servidor público, ministro não é mais do que ninguém, ministro assume ações importantes, mas ele é um cidadão, ele é também um pagador de impostos”.

