Após o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar nesta terça-feira (15) a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por envolvimento no caso Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o candidato à reeleição ao Senado, Ângelo Coronel (Republicanos) se manifestou, cobrando responsabilização.
“Tem ministro do Supremo envolvido? E quando vier para o Congresso, nós vamos decretar o impeachment e cassar quem errou. Não vamos passar a mão na cabeça de quem erra lá no Supremo”, afirmou.
A fala contrasta com a postura de parlamentares que evitam qualquer menção ao caso às vésperas da eleição, citando o senador Jaques Wagner (PT), adversário de Coronel pela segunda vaga baiana no Senado.
Em 2021, Coronel já defendia mandato fixo para ministro do STF, nos mesmos moldes de deputado e senador. “Nós não vamos passar a mão na cabeça de quem errar no Supremo. Nada de ficar lá 40, 50 anos, fica viciado”, afirma o senador. A semana confirmou, com fatos concretos, o problema que a proposta tentava antecipar.
O epicentro é a troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro, revelada quando o próprio Supremo retirou o sigilo da investigação sobre o Banco Master. Mendonça respondeu afastando preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Um ministro do STF tirando a cúpula da Polícia Federal do caso por decisão própria é o tipo de concentração de poder sem controle periódico que a proposta de Coronel foi desenhada para conter.
A proposta de Coronel coloca mandato fixo, com impeachment e cassação por erro apurado, resposta esta que já estava no Congresso quando o resto do país ainda discutia o problema em abstrato.

