A pesquisa do instituto Veritá, prevista para ser divulgada nesta quarta-feira (9), foi suspensa por determinação da Justiça Eleitoral. Ela mostraria as intenções de voto para o governo e o Senado na Bahia.
A decisão liminar ocorre após a coligação Mais Bahia, Mais Brasil, do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues enviar uma representação alegando que o levantamento padece de irregularidades formais e metodológicas, destacando que o escopo da pesquisa contemplou apenas os cargos de governador e senador, mas o questionário aplicado contemplou perguntas específicas voltadas à disputa pela Presidência da República.
O desembargador Mhércio Cerqueira Monteiro argumenta que a decisão liminar foi tomada por conta da divergência substancial entre os dados cadastrados no Sistema PesqEle e o questionário submetido a campo.
Com isso, a Veritá está impedida de divulgar, publicar, veicular ou reproduzir os resultados da pesquisa até que o levantamento seja analisado. Em caso de descumprimento, poderá pagar multa diária no valor de R$ 50 mil.
O levantamento teve custo declarado de R$ 155.540, financiado com recursos próprios do instituto, e realização de 2.020 entrevistas em todo o estado.
Além da Bahia, a Veritá ficou impedida de divulgação de pesquisas em mais 13 estados e no Distrito Federal apenas neste ciclo eleitoral. A Justiça Eleitoral apontou irregularidades técnicas e indícios de fraude.
No dia 12 de agosto, os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) do Rio Grande do Norte e de Sergipe proibiram o Veritá de divulgar resultados de sondagens de votos para governo e Senado.
Nos casos, foram entendidos que pesquisa coletada pelo instituto “divergia drasticamente” da realidade estadual, super-representando eleitores ricos e escolarizados.
As Justiças Eleitorais de estados como Piauí, Amazonas e Pernambuco afirmam que o instituto não oferece transparência e nem detalha sobre como gera, seleciona e aborda os entrevistados. As pesquisas do Veritá são realizadas por telefone.
No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Veritá diz que utiliza o método probabilístico PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho), alegando que sua amostra reflete com fidelidade o eleitorado de cada estado.

