O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, criticou, nesta quarta-feira (9), a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Em visita a Juiz de Fora (MG), o senador acusou o magistrado de atuar em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a decisão representa uma interferência no processo eleitoral.
Flávio esteve na cidade onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vítima de uma facada durante a campanha eleitoral de 2018. Ao comentar a decisão de Dino, o candidato do PL afirmou que o ministro, que integrou o governo Lula antes de chegar ao STF, estaria atuando para proteger interesses do petista.
“Eu não sou parte do processo, mas está todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender que é a causa do Lula. O Brasil virou a várzea com o que está acontecendo, perderam qualquer pudor de tomar decisões contra o Supremo, contra a Constituição para se protegerem, né?”, disse segundo o G1.
O candidato também afirmou que a decisão de Dino teria relação direta com a disputa eleitoral. Segundo Flávio Bolsonaro, medidas como a reintegração do diretor-geral da PF demonstrariam que o país estaria sem comando.
“Então é obviamente que todas as decisões que são tomadas, ainda mais essa do Flávio Dino da forma que foi, é claro que é para interferir nas eleições. Não adianta a gente estar aqui fazendo a nossa parte, por isso que eu digo que o Brasil hoje está sem comando, o Brasil está sem presidente”, apontou.

