O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pagar o equivalente a R$20 milhões por fraudes no mercado financeiro, em decisão adotada nesta terça-feira (8).
Além de Vorcaro, o Banco Master foi sancionado em R$12,5 bilhões. Ao todo, outras pessoas físicas e empresas também foram condenadas no processo, como o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, e seu primo, Felipe Vorcaro.
Foram aplicadas multas pela CVM em mais 13 suspeitos de operacionalizar a ação, entre empresas e pessoas físicas, que somadas chegam ao valor de R$201,5 milhões.
O julgamento envolve irregularidades na gestão e na oferta de cotas de um fundo imobiliário, o Brazil Realty, no âmbito de um processo de 2020.
Segundo a CVM, Vorcaro e outros investigados participaram de um esquema para inflar artificialmente o valor de ativos do fundo, com uso de laudos fraudados e operações simuladas. A prática teria criado uma aparência de valorização e liquidez para atrair investidores, que compraram cotas com preços acima do valor real.
As irregularidades estão ligadas à terceira emissão de cotas de um fundo imobiliário, que levantou cerca de R$ 139 milhões.
Parte relevante desse valor teria sido sustentada por ativos superavaliados. De acordo com a investigação, empresas ligadas ao esquema ajudaram a inflar preços e simular negociações no mercado secundário.
O caso é um dos principais desdobramentos do escândalo envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central (BC) após suspeitas de fraudes e problemas de governança.
As investigações também deram origem a operações da Polícia Federal (PF) que apuram crimes financeiros, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

