O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), evitou demonstrar euforia com a liderança nas pesquisas de intenção de voto para as duas vagas ao Senado pela Bahia. Em entrevista durante a caminhada da base governista em Pau da Lima, na manhã desta sexta-feira (4), o petista pontuou que os levantamentos representam apenas uma fotografia do momento e enfatizou que o resultado será definido apenas no dia da eleição.
“Eu acho que pesquisa é uma fotografia do momento. E é como uma partida em futebol, o momento vai mudando ao longo da partida. E o resultado final que importa. Pesquisa você sobe, você desce. E o que vale, afinal, é o dia da eleição. A vontade do povo no dia da eleição. Isso é o que conta”.
A declaração de Rui ocorre após a pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira (3), que o mostrou na liderança das intenções de voto para o Senado na Bahia, com 28,2%. Na sequência aparece o senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, com 23,7%. Neste cenário, os dois petistas formam a dupla mais bem posicionada na disputa pelas duas vagas disponíveis.
Ao falar sobre o tema, Rui afirmou que não fica “eufórico” com a vantagem, e lembrou da eleição ao Governo da Bahia em 2014, quando iniciou a corrida eleitoral com apenas 2% das intenções de voto. “Eu digo sempre, eu nem fico eufórico quando eu estou na frente, nem eu fico deprimido se eu não estiver na frente. Eu ganhei eleição saindo em 2014 de 2%. Saí com 2% e ganhei eleição no primeiro turno. Se alguém fosse para debaixo da cama, quando começou a campanha, quando eu tinha 2%, eu não tinha ganho a eleição. Quando eu tinha 2%, eu fui para a rua e ganhei no primeiro turno. É assim que funciona”.
Na ocasião, Rui também apontou supostos ataques da campanha de ACM Neto (União Brasil) contra mulheres e criticou a estratégia adotada pelo adversário de Jerônimo Rodrigues (PT) na corrida pelo Governo da Bahia. “Eu acho que está fora do padrão você usar corpo de mulher nua para atrair a atenção de eleitor, agredir a jornalista que lhe faz pergunta que você não quer ouvir. Isso não é um padrão que mostra o equilíbrio do candidato e o cuidado que as mulheres merece, principalmente nesse momento no Brasil que cresce a violência contra a mulher”, disse.

