O governador Jerônimo Rodrigues (PT) pretende ampliar a presença da indústria no interior da Bahia caso seja reeleito. A proposta prevê a criação de novos eixos de desenvolvimento por meio da instalação de distritos e parques industriais nos Territórios de Identidade, além da oferta de incentivos diferenciados e crédito para pequenas e médias indústrias.
A estratégia terá como foco principal os municípios de pequeno e médio porte e está prevista no plano de governo para os próximos quatro anos. A intenção é estimular o desenvolvimento social e econômico dessas cidades a partir da expansão da atividade industrial.
De acordo com a proposta, a interiorização da indústria integra o compromisso de gestão de Jerônimo Rodrigues com a ampliação de oportunidades em regiões consideradas menos desenvolvidas e com a redução das desigualdades no estado.
O plano também destaca resultados registrados durante os quatro anos de mandato do governador. Segundo os dados apresentados, a extrema pobreza na Bahia caiu de 15% para 6,9%, com 1,1 milhão de pessoas deixando essa condição.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego chegou a 8,7%, o menor índice da série histórica da Bahia. O estado também registrou recorde na geração de empregos e passou a liderar o Nordeste na criação de postos de trabalho formais.
Em 2025, a Bahia contabilizou 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Desde 2023, foram gerados mais de 307 mil empregos formais.
O governo atribui parte do crescimento da economia baiana aos investimentos públicos e aos incentivos concedidos para a instalação de novas empresas. Entre 2023 e 2025, a economia do estado cresceu 8,2%, o equivalente a uma média de 2,7% ao ano.
Entre os empreendimentos citados está a instalação da BYD, que gerou 5 mil empregos diretos. Outro destaque é a retomada do Estaleiro Enseada, em 2025, responsável por cerca de 600 empregos diretos e até 900 indiretos no Recôncavo.
A retomada do estaleiro também é apontada como fator de movimentação do comércio e dos serviços nos municípios da região. Com os resultados apresentados, a Bahia ocupa atualmente a segunda posição entre os estados que mais avançaram no ranking de competitividade.

