O ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado, João Roma (PL), criticou, nesta segunda-feira (24), o avanço das facções criminosas na Bahia e afirmou que o estado precisa reagir ao que classificou como um “fracasso da segurança pública”. A declaração foi dada durante sabatina da TV Aratu, ao ser questionado sobre a atuação de grupos criminosos em comunidades de Salvador, da Região Metropolitana e do interior.
Na avaliação de Roma, a expansão das facções é resultado da incapacidade do governo estadual de enfrentar o crime organizado e garantir segurança à população. O ex-ministro afirmou que os criminosos têm acesso a armamentos de diferentes calibres e estão “barbarizando a população”, enquanto os baianos convivem com o avanço da violência.
“O crime organizado tem acesso a todo tipo de arma, tem todo tipo de calibre e está barbarizando a população. O que precisa não é só de leis, mas de providências”, disse.
O candidato ao Senado também criticou o que considera uma normalização da violência na Bahia e defendeu uma atuação mais firme do poder público para recuperar áreas onde moradores convivem com a presença e as regras impostas por organizações criminosas.
“Não podemos aceitar que o cidadão perca o direito de ir e vir e que criminosos passem a determinar quem pode ou não circular em determinadas comunidades. Isso é o retrato do fracasso da segurança pública na Bahia. O Estado precisa voltar a se impor, proteger o cidadão de bem e enfrentar o crime organizado”, disparou Roma.
A segurança pública é uma das principais pautas da candidatura de Roma ao Senado. O ex-ministro defende o endurecimento da legislação contra o crime organizado e uma atuação mais efetiva das forças de segurança no enfrentamento às facções.

