Uma pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (23), mostrou que 56% dos eleitores afirmam que votariam nas eleições de 2026 mesmo se o voto não fosse obrigatório. De acordo com informações do G1, outros 43% disseram que não iriam às urnas, enquanto 1% não soube responder.
O levantamento aponta diferenças na disposição para votar de acordo com sexo, idade, escolaridade e renda. A intenção de comparecer às urnas mesmo sem a obrigatoriedade é maior entre homens, eleitores mais velhos, pessoas com maior nível de instrução e renda mais elevada.
Entre os homens, 59% afirmaram que votariam, contra 53% das mulheres. Na faixa etária, 61% dos eleitores com 60 anos ou mais disseram que iriam às urnas, enquanto o percentual entre jovens de 16 a 24 anos é de 48%.
Entre os eleitores com maior nível de escolaridade, 69% afirmaram que votariam mesmo sem a obrigatoriedade. Entre os menos instruídos, o índice é de 49%.
A diferença também aparece em relação à renda. Entre os eleitores com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 75% disseram que compareceriam às urnas. Já entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, o percentual é de 49%.
Considerando a intenção de voto para a Presidência da República, 65% dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que votariam mesmo se o voto não fosse obrigatório. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice é de 62%.
O Datafolha também comparou os dados com pesquisas realizadas em outros períodos. Em junho de 2015, 41% dos entrevistados afirmaram que votariam caso o voto fosse facultativo. Em agosto de 2014, em período equivalente da disputa eleitoral, o percentual era de 49%.
A pesquisa ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04496/2026.

