A candidata ao Senado pela Bahia, Professora Delliana (PSOL), vê espaço para ampliar sua votação entre os eleitores que ainda não definiram seus votos na disputa pelas duas vagas ao Senado. Pesquisa Opnus/BNews, divulgada nesta segunda-feira (24), mostra que 72% dos baianos não sabem em quem votar quando os nomes dos candidatos não são apresentados. O percentual supera a soma das intenções de voto de todos os candidatos testados no cenário espontâneo.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos postulantes são apresentados aos entrevistados, o nível de indecisão também permanece elevado. Não sabem ou não responderam somam 32%, enquanto brancos e nulos representam 11%, totalizando 43% do eleitorado. Para Delliana, esse cenário representa uma oportunidade para apresentar sua candidatura aos eleitores.
“Este percentual de indecisos na espontânea demonstra que, mesmo concorrendo com personagens de grande exposição, temos uma população carente de alternativas que tragam identificação com ela. Este é o espaço que vamos ocupar”, afirmou.
No cenário estimulado, Rui Costa (PT) lidera com 22%, seguido por Jaques Wagner (PT), com 16%. João Roma (PL) aparece com 7%, enquanto Ângelo Coronel (Republicanos) registra 6%. Delliana aparece com 2% das intenções de voto, na mesma faixa de outros seis candidatos.
A candidata, porém, destacou que já alcançou percentuais maiores em levantamentos recentes, nos quais chegou a registrar 7% das intenções de voto. Para a professora, o percentual de eleitores que ainda não decidiu o voto é mais relevante para sua estratégia eleitoral do que sua posição atual na pesquisa.
“Eu não entrei nessa disputa achando que já ia largar entre os primeiros colocados. Entrei porque sei o tamanho do caminho e sei que ele se faz eleitor por eleitor, conversa por conversa. Esses 43% que ainda não decidiram são exatamente o espaço onde a minha candidatura vai crescer nas próximas semanas”, afirmou.
Delliana também utiliza o índice de 43% de indecisos, brancos e nulos para contestar o discurso de que votar em candidatos que não estão na liderança das pesquisas seria “desperdiçar” o voto ou favorecer nomes de extrema direita.
“Quando quase metade do eleitorado ainda não decidiu seu voto, não existe consolidação nenhuma para se defender. O que existe é medo sendo usado pra esvaziar candidaturas legítimas antes mesmo de a disputa começar de verdade”.
A candidata afirmou ainda que sua candidatura pretende ampliar a representação do campo progressista. “Eu não sou uma ameaça ao campo progressista, sou a expansão dele. O campo que diz defender representatividade não pode ter medo da própria representatividade quando ela aparece numa urna. Eu não vim para dividir voto, vim para somar gente que nunca se sentiu representada por nenhum dos nomes de sempre”.
Delliana é a única mulher entre os candidatos ao Senado pela Bahia nas eleições de 2026. Professora da educação básica e natural de Ubaitaba, no interior do estado, ela integra o Quilombo nos Parlamentos, iniciativa da Coalizão Negra por Direitos voltada à ampliação da presença negra nos espaços de poder. Por fim, a candidata afirmou que pretende utilizar a campanha para defender uma representação diferente no Senado.
“Eu não estou aqui para repetir a fotografia do poder que a Bahia já conhece. Sou professora, sou mulher, sou preta, e é essa Bahia que eu quero levar para o Senado. Por isso eu falo: Uma de Nós no Senado”, pontuou Delliana.

