O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), incluiu no programa de governo a implantação de cinco novas unidades hospitalares em Jacobina, Itapetinga, Valença, Amargosa e Serrinha. A proposta integra o Programa de Governo Participativo (PGP) e prevê ainda articulação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a construção de um hospital federal em Paulo Afonso.
Em Jacobina e Itapetinga, estão previstos hospitais regionais. Valença deverá receber o Hospital e Maternidade Regional Costa do Dendê, enquanto Amargosa terá a Maternidade Regional do Vale do Jiquiriçá. Em Serrinha, a proposta é implantar o Hospital e Maternidade Regional do Sisal. De acordo com a campanha petista, parte dos empreendimentos já passou por etapas como anúncio, licitação ou autorização para o início das obras.

O programa também prevê o Hospital Universitário de Paulo Afonso, que deverá ser construído por meio de uma articulação entre os governos estadual e federal. A unidade será vinculada à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e terá gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
De acordo com Jerônimo, na área da saúde, Jerônimo um dos seus objetivos é ampliar a regionalização da assistência para reduzir a necessidade de transferência de pacientes do interior para Salvador.
“Cada hospital novo é uma família que deixa de dormir no corredor de Salvador esperando vaga. É isso que a regionalização quer dizer”, apontou.
O programa de governo também prevê reformas e ampliações no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, além de intervenções em unidades de Feira de Santana, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Guanambi. O documento inclui ainda novas ofertas hospitalares para o Recôncavo e a Bacia do Paramirim.
Na disputa eleitoral, Jerônimo também faz um contraste com a oposição na área da saúde. Segundo o petista, o grupo liderado pelo ex-prefeito e candidato ao governo, ACM Neto (União Brasil, governa Salvador desde 2013 e inaugurou a primeira maternidade municipal da cidade em abril de 2026, após 13 anos de gestão e de prazos que haviam sido adiados desde 2024.
“Hospital não é discurso, é chão batido, é leito, é médico de plantão. Nós fizemos 15 e vamos fazer mais cinco. Eu pergunto: quantos hospitais o outro lado construiu quando teve a chance de governar a maior cidade da Bahia? Levaram 13 anos para entregar uma maternidade, e a conta dos partos de Salvador continuou no colo do Estado”, criticou.

