O deputado federal e presidente do União Brasil na Bahia, Paulo Azi, criticou a demora do governo federal em executar as medidas anunciadas para recuperar a BR-324 e concluir a nova concessão da rodovia.
O parlamentar afirmou que, mais de um ano e cinco meses após o então ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), anunciar o encerramento da concessão da ViaBahia e prometer uma solução rápida para a rodovia, os baianos continuam enfrentando transtornos, insegurança e condições precárias em uma das principais vias do estado.
“Naquele momento, Rui Costa fez um anúncio pomposo, prometendo medidas emergenciais e imediatas de manutenção e afirmando que uma nova empresa logo assumiria a concessão. Mais de um ano e cinco meses depois, quem trafega pela BR-324 continua convivendo com transtornos, agonia e insegurança”, afirmou Azi.
O encerramento do contrato entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a ViaBahia foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 5 de fevereiro de 2025.
A concessão terminou efetivamente em maio daquele ano, quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assumiu temporariamente a administração dos trechos das BRs 324 e 116.
O deputado criticou a ViaBahia, afirmando que a empresa virou “sinônimo de desrespeito” entre os baianos.
“A empresa passou anos cobrando pedágio do povo baiano, mas não entregou aquilo que havia sido apresentado como uma das grandes justificativas da concessão. A ViaBahia virou sinônimo de desrespeito à população da Bahia”, declarou.
“O governo pagou quase R$ 900 milhões para encerrar um contrato que fracassou e, mesmo assim, não conseguiu dar aos baianos uma solução rápida e definitiva. A BR-324 é fundamental para a mobilidade, para a economia e para o desenvolvimento da Bahia. Não pode continuar sendo tratada com improviso e descaso”, disse.
Outro ponto cobrado por Azi foi a conclusão da nova concessão da rodovia. Segundo ele, a promessa anunciada por Rui de que uma nova empresa assumiria rapidamente a administração da BR-324 ainda não se concretizou, enquanto milhares de motoristas seguem enfrentando diariamente os problemas da estrada.

