O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026 e deve ser levado à votação na próxima quinta-feira (5), no âmbito da retomada dos trabalhos da comissão.
Segundo o requerimento, o acesso às movimentações financeiras e aos relatórios de inteligência do Coaf se faz necessário diante de suspeitas de fraudes bilionárias no INSS e de possível atuação de Lulinha como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em empreendimentos de cannabis medicinal. Gaspar cita indícios de viagens conjuntas, pagamentos de despesas pessoais e mesadas, além de mensagens que apontam tentativa de destruição de provas.
A iniciativa enfrenta resistência do governo, que mobiliza a base governista para barrar requerimentos que envolvem Lulinha, enquanto a oposição tenta avançar na investigação. A CPMI também entra em nova fase, com foco em empréstimos consignados e descontos associativos, devendo ouvir nesta quinta-feira nomes como o banqueiro Daniel Vorcaro, Maurício Camisotti e o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

